HISTÓRIAS DE SUCESSO

Angelina Araújo, 28 anos, dois filhos, vive em Maquiringa

Trabalhadora no projecto florestal da Portucel Moçambique e cedente de terra

"Estudei até à 7ª classe, mas antes de trabalhar para a Portucel Moçambique, normalmente não tinha nenhum rendimento. Desde que comecei a trabalhar para a empresa, já consegui fazer a minha casa, comprei uma bicicleta e consigo comprar roupa para os meus filhos e para mim. Para além do emprego, também estou a beneficiar do Programa de Desenvolvimento Social da empresa e recebi sementes de milho, gergelim (sésamo), feijão-nhemba e feijão bóer e as produções estão a crescer bem. Estou-me a sentir bem e continuo a trabalhar até agora."

Regina da Glória, 29 anos de idade, solteira, reside no Gurué

Técnica de Laboratório do Viveiro do Luá

"Graduei-me no ano passado [2015] no Instituto Agro-Pecuário do Gurúe e fui trabalhar para uma das associações ligada à Portucel Moçambique. Trabalhei como técnica de campo na Associação até Dezembro de 2015, até que fiquei sem emprego. Em Janeiro, soube que havia uma vaga na Portucel Moçambique no viveiro, concorri e fui chamada.

Agora trabalho no laboratório como técnica e apoio noutras actividades, como pulverizações e levantamento de dados. Fui trabalhando, recebi o primeiro salário, recebi o segundo e a vida foi melhorando a pouco e pouco e agora já divido o que ganho com os meus pais e irmãos. Tenho uma irmã que está a tirar economia agrária na faculdade em Inhambane e consigo dar o meu máximo para que ela continue com os estudos.

O meu sonho é trabalhar, ser alguém, ajudar os meus pais e os meus irmãos mais pequenos a continuar com os estudos deles e chegar à faculdade. Se eu não conseguir, pelo menos que os meus irmãos, dois pelo menos, entrem na faculdade. E daí meu sonho é comprar um terreno e construir e tirar uma carta de condução, pelo menos de mota.

[Desde que comecei a trabalhar na Portucel Moçambique] uma grande diferença que tenho notado na minha vida, é conseguir ajudar a minha mãe na machamba (área agrícola) com dinheiro para pagar a trabalhadores para a ajudar. Consigo comprar roupa para os meus irmãos e para mim mesma, comida para a casa e faço pequenas compras, como sabão para os meus irmãos. De vez em quando dou 5 meticais a cada um, para eles perceberem que a irmã está a trabalhar. Tenho mandado também dinheiro para os meus tios, os meus primos, que vivem um pouco longe, e para a minha sobrinha."

Hilário Carlos, 28 anos, tem 7 filhos – 4 rapazes e 3 meninas, vive em Nicorropale

Trabalhador no projecto florestal da Portucel Moçambique e cedente de terra

"Antes de trabalhar para a Portucel Moçambique, eu era empregado doméstico. Para ganhar dinheiro para vestir os meus filhos, saía para Quelimane ou Nampula e ia pedir emprego. Quando apareceu a empresa Portucel Moçambique, eu cedi área [de terra] para o projecto e pedi emprego. A empresa aceitou-nos, trabalhámos e comecei a fazer a minha vida aqui, junto da família, sem ter de ir para outro sítio para trabalhar. Consegui comprar roupa, consegui construir a minha casa, comprar um congelador, uma bicicleta e agora consegui comprar uma mota.

Quando amanhece, só penso em trabalhar e não em arranjar dinheiro para viajar para outro lugar longe da minha família para ganhar dinheiro, e agradeço à empresa por isso. Consegui meter o meu filho na escola secundária e os mais novos estão na escola primária e hão-de ir para a escola secundária, como o mais velho. Comprei esta casa, construí, electrifiquei-a e coloquei congelador e televisor.

A Portucel Moçambique apoiou também na agricultura. Veio uma empresa que trabalha para eles, levou-nos para o campo de demonstração e ensinou-nos. Deu-nos milho, feijão bóer, gergelim e soja, um quilo de cada, plantei tudo, cresceu bem e agora já tenho sementes para a próxima sementeira.

Fiz também uma horta de meio hectare e tenho a certeza que vamos produzir boa couve, porque já se está a desenvolver e a folha é bem verde. O tomate já está a aparecer e a cebola também cresce bem."

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